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História da Maré II - de 1940 aos dias de hoje

1982 - A Vila do João
Os Primeiros Conjuntos Habitacionais da Maré

Na área anteriormente ocupada pelo Aeroporto de Manguinhos, foram construídas 1.400 casas do tipo embrião, para a consecução da primeira etapa do Projeto-Rio que previa a remoção das palafitas da Baixa do Sapateiro e do Parque da Maré. O terreno que pertencia ao Ministério da Aeronáutica foi adquirido pelo BNH e nele se construiu uma quadra experimental de 193 casas de 16 tipos diferentes, desde os embriões — um cômodo e unidades sanitárias aos sobrados, ocupando de 19 a 44 metros quadrados, na qual os moradores das palafitas escolhiam as cores e o formato de suas futuras casas.

O conjunto foi construído dentro do programa do BNH chamado de PROMORAR e foi antecedido por um cadastro físico e sócio-econômico dos moradores, tendo toda a operação envolvido os governos federal e estadual, além de firmas privadas.

Vista Geral dos Conjuntos Pinheiro e Vila do João, onde outrora ficava a enseada de Manguinhos. 1998. Bergher. Acervo CEASM.

A Transferência dos Moradores

Os primeiros barracos da Maré foram sendo derrubados e seus moradores foram transferidos para o novo conjunto, que se caracterizava por casas multicoloridas. Esse primeiro conjunto foi oficialmente batizado como "Vila do João", em homenagem ao então Presidente da República, João Batista Figueiredo, que o inaugurou em plena campanha para o Governo do Estado, 09 de agosto de 1982. Também no mesmo conjunto foi inaugurada uma creche com o nome de "Tia Dulce", em homenagem à primeira dama.

A Vila do João, na época de sua inauguração, foi apelidada pela população de "Malvinas" e de "Inferno Colorido" , sendo o primeiro nome uma alusão à Guerra das Malvinas e o segundo por causa do sortido colorido e calor das casas recém construídas, apelidos estes que caíram em desuso.

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