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História da Maré II - de 1940 aos dias de hoje

2006 - O Museu da Maré
Precedentes

Ele tem sua origem na Rede Memória, projeto desenvolvido pelo CEASM, que, objetivando evitar que a história local soçobrasse nas ondas do passado, criou, em 2002, o Arquivo Orosina Vieira, atual Arquivo Dona Orosina Vieira, o qual recebe este nome em homenagem à todos os moradores da comunidade que lutaram e ainda lutam pela construção do bairro da Maré.

A partir da colaboração dos moradores locais junto aos pesquisadores da história da Maré, foi possível reunir um acervo considerável incluindo fotos, documentos, objetos entre outros que, além de ter estado disponível desde o ano 2002 à visitas e pesquisas dos moradores e pessoas das mais distintas procedências, possibilitou a divulgação dessa história em três bem sucedidas exposições durante o ano de 2004, sendo elas, respectivamente: no Museu da República, localizado no Palácio do Catete; no Castelinho do Flamengo e no Centro do Tribunal da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói. Do sucesso advindo dessas exposições, nasceu a idéia de se criar um Museu que abrigasse, em caráter permanente, todo esse acervo.

Resgate da Memória

No dia oito de maio de 2006, seguindo a proposta da Rede Memória que lhe engendrou, o Museu da Maré abre suas portas à todas os visitantes interessados em sua história e cultura.

Como reconhecimento de seu engajamento no resgate e difusão da memória local, o Museu da Maré foi premiado, já em 2005, com a Placa Rodrigo Melo Franco de Andrade, oferecido pelo IPHAN, que considerou esse museu como um salvo-guardador de bens de natureza imaterial, contribuidor, portanto, da preservação do patrimônio histórico-cultural brasileiro. Além desse, o Museu já recebeu diversos outros prêmios e também a provação da Lei Rouanet em 2007.

A equipe que trabalha nesse espaço, assim como os moradores dessa região que contribuem cada qual à seu modo para a perpetuação desse Museu, sabem de sua responsabilidade no que tange a fazer dele não um mero espaço de compêndio de objetos, mas sim um lugar de vida e interatividade, no qual se contribui todos os dias para a quebra dos grilhões dos preconceitos sociais que prendem a muitos em visões estereotipadas em relação aos subúrbios cariocas e, dessa forma, mostrar que a história oficiosa do Rio é tão rica quanto a oficial.

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